
O Centro de Pesquisa Mokiti Okada – CPMO esteve em Cananéia, SP para conhecer a cadeia produtiva da ostra, bem como a forma de atuação da Cooperostra, Cooperativa de Produtores de Ostras de Cananéia, SP. O presidente da Fundação Mokiti Okada, Rogério Hetmanek; o vice-presidente desta entidade, Agner Bastoni; o coordenador geral do CPMO, Fernando Augusto de Souza e o engenheiro agrônomo, Francisco Ugayama, além de conhecer a estrutura de beneficiamento da ostra se reuniram com Evaristo Mateus de Castro e Mario Batista Pontes, da Cooperostra, e Helio dos Santos, da Fundação Florestal para conversar sobre os aspectos mercadológicos que envolvem este segmento, os entraves e a consolidação da cooperativa.
Segundo Rogério Hetmanek, a Fundação Mokiti Okada mantém uma área de 250 hectares em Guaraqueçaba, Paraná, local considerado patrimônio da humanidade pela UNESCO e futuramente há intenções em se trabalhar com ostra neste local. Para Fernando Augusto de Souza, o trabalho da Cooperostra possibilita a produção sustentável de ostras, contribuindo para a manutenção do ecossistema, equilíbrio ecológico da região e participação da comunidade local.
A exploração da ostra nativa no mangue é realizada com finalidade comercial há 30 anos em Cananéia, sendo um dos principais recursos naturais explorados pelas comunidades tradicionais da região. A Cooperostra foi formada em 1997 por coletores tradicionais de ostras e surgiu pela situação precária dos extratores de ostra na cidade que vendiam o produto a preços baixos. A captação de novos cooperados e a otimização da atividade extrativista são os principais objetivos da cooperativa, que hoje conta com 32 cooperados e funciona pelo sistema de autogestão.